Assinatura RSS

Arquivo da categoria: Governanca

Manifesto da Diplomacia para o ativismo Digital

Publicado em

Esta mensagem foi enviada na ultima quinta feira (16/08/12)  para os principais ativistas e organizações envolvidas com liberdade na Internet e direitos humanos tais como: CTS-FGV (Brasil), EFF (Estados Unidos), Artigo 19 (Brasil e Inglaterra), Access (Estados Unidos e Mundo), Le Quadrature du Net (França e Europa), Witness (Mundo), CCK (Kenya), EIPR (Egito), ISOC (Estados Unidos), CDT (Estados Unidos), Cybercrime Institute (Alemanha), EFF FI (Finlândia), Human Rights Watch (Estados Unidos), Freedom House (Estados Unidos) Instituto Bem Estar Brasil e CGI.BR.

Manifesto da Diplomacia para o ativismo Digital

Caros ativistas,

Sabemos que para o caráter transnacional da internet, boas práticas diplomáticas são extremamente importantes para a nossa causa, caso contrário, se os interesses das nações sobrepujarem as práticas da diplomacia, estaremos entrando no pior dos cenários.

A recente tensão entre o Reino Unido e a Embaixada do Equador, que ofereceu asilo político ao ativista Julian Assange, nos deixou muito preocupados, e esperamos que o desfecho seja dado respeitando as convenções diplomáticas.

Sem entrar na questão da culpa ou não de Assange, que é uma abordagem que vai ter múltiplas interpretações, dependendo de qual nação fará esta análise, ele é antes de tudo como nós somos um ativista digital, um ativista dos direitos humanos!

Certamente todas as regras que poderão ser quebrados, e as práticas que são tomadas contra Assange, poderão servir de modelo para outros casos que podem se virar contra nós no futuro.

Então eu convido todos os ativistas ao redor do mundo para se juntar neste caso emblemático, a fim de que ele possa ser resolvido respeitando os princípios diplomáticos, independentemente do juízo de culpa do ativista Julian Assange.

Atenciosamente e com esperança,
João Carlos Caribé
Movimento Mega Não
https://meganao.wordpress.com
Brasil

Mensagem original

Manifesto of Diplomacy for digital actvism

Dears activists,

We know that for transnational character of the Internet, good diplomatic practices are extremely important to our cause, otherwise, if the interests of nations overwhelm the practices of diplomacy, we will be entering the worst of scenarios.

The recent tension between the UK and the Embassy of Ecuador, who offered political asylum to the activist Julian Assange, has left us very concerned, and we hope that the outcome be given respecting the diplomatic conventions.

Without getting into the question of guilt or not of Assange , which is an approach that will have multiple interpretations depending on which nation made that analysis, he is first and foremost as we are a digital activist, a human rights activist!

Certainly all the rules that could be broken, and practices that are taken against Assange, could serve as a model for other cases that may turn against us in the future.

So I invite all activists around the world to join for this emblematic case, in order they could be  resolved respecting the diplomatic principles, independent of judgment of guilt of the activist Julian Assange.

Sincerely and with hope,

João Carlos Caribé
Movimento Mega Não
https://meganao.wordpress.com
Brazil

Anúncios

A Internet sob cerco, as quatro arenas do controle

Publicado em

Mega Não no IAL2012 em Washington

Publicado em

Na próxima semana, mais de 300 ciberativistas, políticos, acadêmicos e líderes de ONGs de mais de 30 países se reunirão em Washington, DC, para discutir o futuro da liberdade de expressão on-line. O evento é chamado de Internet at Liberty 2012, e é a segunda edição, a primeira foi em 2010 em Budapeste. O Movimento Mega Não estará representado pelo João Carlos Caribé, e desde já convidamos você a conhecer a programação e elaborar seu comentário, pergunta ou demanada e publicar como comentário neste post, que na medida do possível o levaremos para o debate.

O futuro da liberdade de expressão na Internet é incerto. De acordo com a Open Net Initiative, mais de 620 milhões de usuários de Internet 31% do total de usuários da Internet no mundo, vivem em países onde há filtragem substanciais ou até abusivas de conteúdo online. E quando a liberdade de expressão está em perigo, assim são os jornalistas, como reportado pelo Committee to Protect Journalists, quase metade de todos os escritores, editores e fotojornalistas presos ao redor do mundo são os jornalistas online.
Ditaduras e regimes autoritários são os piores criminosos, mas as democracias do mundo inteiro estão questionando também se a Internet exige um acompanhamento e supervisão (Vide declaração do Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados). 2012 é um ano crucial. Como os governos estão tentando desenhar as linhas que julgam certas, nós estamos trazendo os debates mais importantes e desafiadoras para você via Internet at Liberty 2012.

Você pode participar online, nos dias 23 e 24 de maio através do livestream no “CitizenTube“, e fique a vontade para enviar suas perguntas e comentários via Twitter para (@InternetLiberty).

Acordo na ONU é a maior ameaça à Internet de todos os tempos

Publicado em

O modelo multistakeholder, utilizado na governança da Internet, e consolidado como o melhor modelo na última edição do IGF (Internet Governance Forum), está sériamente ameaçado por um movimento diplomático junto à ONU que quer centralizar o controle da Internet nesta sob o guarda chuva da ITU (International Telecommunication Union) organização sob os braços da ONU. Para quem não sabe quem manda na ONU é o Conselho de Segurança que é essencialmente Americano.

A proposta é extremamente perigosa não só para a neutralidade, mas para a liberdade na Internet, ao centralizar o controle de uma rede descentralizada, os tentáculos dos países controladores ganham mais força e penetração. Algumas propostas e argumentos bizarros ladeiam esta movimentação em acordo a ser realizado em uma conferência em dezembro em Dubai:

  • Sujeitar a segurança digital e privacidade dos dados ao controle internacional
  • Permitir que companhias estrangeiras de telefonia possam cobrar taxas de “trafego internacional de internet”
  • Impor uma regulação econômica sem precedentes
  • Estabelecer ao ITU uma importante função que é das organizações multi-stakeholders que é o controle de nomes de dominio e faixas de IP.
  • Subjugar ao controle intergovernamental várias funções de força tarefa de engenharia na Internet.
  • Regular roaming e práticas de tarifas internacionais para celulares.

É importante ficar atento que o movimento é semelhante ao que esta sendo feito pela SinditelesBrasil junto à ANATEL, querendo tirar estas funções do Comitê Gestor. Sinalizando que este movimento é global e esta sendo feito pelas grandes empresas de telecom que são em sua maioria multinacionais.

Fonte: The U.N. Threat to Internet Freedom

Quem mais esta falando:

  1. RT Sepa Más – ‘Cibercensura’ sin precedentes: ONU podría elaborar un acuerdo para apoderarse de Internet
  2. Silvio Meira – Os governos, a ITU e o controle da internet
  3. “Proposed UN Treaty a ‘disaster’ for the Internet” – Google CEO Eric Schmidt
%d blogueiros gostam disto: